APAS SHOW 2019: SUPERMERCADOS REPRESENTAM OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO PARA O BRASIL

 

Os diretores do SIRECOM e do CORE-PR, Márcio Borges Laurentino, João Maria Villela, Ottílio Mônaco e Celso Andrade estão participando do maior evento supermercadista do mundo e o maior da América Latina no setor de alimentos e bebidas. São mais de 80 mil visitantes, 847 expositores e 4 mil congressistas reunidos em São Paulo para conhecer as novas tecnologias para atender o consumidor e fazer crescer o setor supermercadista. A APAS 2019 deve movimentar R$ 2,5 bilhões em negócios

 

A APAS Show 2019 foi aberta oficialmente ontem com a expectativa de que o setor supermercadista e todos os seus players movimentem cerca de R$ 2,5 bilhões em negócios. Segundo o presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Ronaldo dos Santos, o tema deste ano, “Super Hack: Hackeando o supermercado” traz a inovação pautada pela tecnologia em busca de processos cada vez mais simples e rápidos dentro e fora dos pontos de venda.

Com aproximadamente 535 mil colaboradores, o setor tem na APAS Show o principal evento para ampliar o conhecimento sobre a operação dos supermercados. “Este tema não poderia ser melhor pensado para nos ajudar a repensar as lojas, principalmente em relação ao ambiente digital. Para oferecer aos clientes e consumidores aquilo que eles querem, os novos players surgem para eliminar os atritos operacionais”, disse João Sanzovo Neto, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

De acordo com Sanzovo, os empresários do setor precisam conhecer as tecnologias que surgem a cada momento para poder entregar mais acessibilidade e atendimento personalizado. “A operação de varejo no Brasil tem muitos desafios e precisamos repensar a jornada de compra. Isso passa pela melhoria do ambiente de negócios”, afirmou o presidente da ABRAS durante a solenidade de abertura da trigésima quinta edição da APAS Show, no Expo Center Norte, em São Paulo.

 

SUPERMERCADOS QUEREM AJUDAR O BRASIL A SER O PRINCIPAL PRODUTOR DE ALIMENTOS DO CONE SUL

Com o aumento da procura global por alimentos, o Brasil pode ser responsável por 40% do abastecimento mundial, segundo o diretor da Apas Show 2019, Erlon Ortega. Para ele, a Apas pode ajudar o Brasil, um dos grandes players mundiais do setor, a crescer ainda mais. “Daremos mais força para que o Brasil se torne o principal protagonista no fornecimento de alimentos, bebidas e produtos do agronegócio para o mundo a partir do cone sul”, disse Erlon. “O agronegócio produz, os supermercados vendem”, afirmou.

Em 2018, o setor supermercadista faturou R$ 355,7 bilhões, o que representa um crescimento de 0,7%. Este ano, para aumentar esse número, a Apas firmou uma parceria com a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para a divulgação internacional da feira. Com isso, A Apas Show chegou ao número de 847 expositores -- com equipe exclusiva para atender o público internacional --, e ganhou mais um pavilhão de exposição. O diretor apontou que mais compradores estrangeiros serão atraídos para o país, que lida com o desafio de crescer cada vez mais nesse setor.

A chefe da divisão de agronegócio do Ministério das Relações Exteriores, Camila Oslen, pontuou a necessidade de internacionalizar ainda mais a feira. Segundo ela, o evento pode promover cada vez mais as commodities brasileiras e os alimentos que possuem grande valor agregado. “Abrimos mercados e ajudamos em negociações. O Itamaraty dá muito importância ao empresariado brasileiro”, disse Camila, ressaltando que a Divisão é voltada para a política e o comércio do agronegócio brasileiro em questões internacionais.

O economista-chefe do Banco do Brasil, Ronaldo Távora, falou sobre as perspectivas da economia brasileira. Para ele, é preciso aprovar as agendas de reformas para que o país cresça o bastante em 2020. “Há uma necessidade verdadeira de se aprovarem as reformas e que os processos políticos convirjam”. Para o executivo, a reforma da previdência é a primeira de várias que devem ser feitas para o país chegar ao que chama de consolidação fiscal.

Ronaldo ainda falou sobre a desaceleração da economia da China, país de suma importância para o agronegócio brasileiro por ser o principal importador mundial de soja. Entre 2017 e 2018, o Brasil vendeu mais de 80% da leguminosa para a China.

Para a Apex, o Brasil precisa estar pronto para suprir o aumento da demanda mundial de alimentos que acontecerá em decorrência do aumento da população. O coordenador de inteligência de mercado da agência, Igor Celeste, disse que o Brasil, ao lado da Rússia e do Sudão, é rico em terras e em recursos hídricos. "Mas nós temos o melhor cenário, pois não temos nenhuma restrição climática na questão agrícola”, disse.

O executivo ressaltou que o Brasil deve aproveitar os recursos naturais e a alta produtividade, que, segundo ele, aumentou em 220% nos últimos 38 anos. Para Igor, ao somar as qualidades aos investimentos estrangeiros, o agronegócio brasileiro só tem a crescer. “Nossa agroindústria tem diversidade. Além da agricultura e pecuária, também produzimos açúcar, etanol, equipamentos agrícolas, ultraprocessados e agroquímicos. Temos um ótimo ecossistema”.

Serviço

Esta é a 35ª edição da Apas Show. Ela acontece até o dia 9 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo.

 

FONTES: APAS SHOW E GLOBO RURAL