VENDAS DO COMÉRCIO REAGEM COM AJUDA DA BLACK FRIDAY

 

Após duas quedas mensais consecutivas, as vendas do varejo reagiram em novembro de 2018 com ajuda da Black Friday. A informação está na PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), divulgada nesta terça-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Houve crescimento de 2,9% frente a outubro do mesmo ano. O resultado representa a segunda maior alta na série histórica, iniciada em 2000.

A alta interrompeu duas taxas negativas consecutivas — de -1,1%, em outubro, e, de -0,7%, em setembro. Para a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes, o resultado de novembro compensou a queda. "A recuperação fica evidente não só pela taxa expressiva, mas pelo perfil predominantemente positivo entre as atividades”, afirma.

Os artigos de uso pessoal e doméstico (6,9%) foram os que tiveram maior volume de vendas em novembro — o setor engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, entre outros produtos.

Os móveis e eletrodomésticos também foram itens bastante escolhidos pelos brasileiros, com crescimento de 5% nas vendas, seguidos dos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,8%). Todos estes itens foram beneficiados pelas promoções anunciadas durante a Black Friday.

Apenas os livros, jornais e papelaria (-1,9%) e os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-0,2%) que registraram queda nas vendas.

Novembro 2018 x novembro 2017

Em comparação com novembro do ano anterior, as vendas no varejo também mostraram melhor desempenho, com volume de vendas 4,4% maior.

Neste cenário, os artigos de uso pessoal e doméstico (16,9%), os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,8%) foram os que mais influenciaram a taxa do período.

De janeiro a novembro de 2018, as vendas acumulam alta de 2,5%. A Bahia foi o Estado que teve maior volume de vendas em novembro de 2018 (8,7%), seguida de Rondônia (8,2%) e Maranhão (7,7%). Das 27 unidades da federação, apenas duas registraram recuo nas vendas no período: Tocantins (-0,5%) e Roraima (-0,1%).

 

FONTE: R7